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HUMOR - Hipertimia: "doença boa" ou pura sorte?

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HUMOR - Hipertimia:
Postada em 14/12/2008 às 18h54.

As pessoas que são felizes para sempre
Seria o seu caso? Quem dera fosse o meu...

Estas duas mulheres tiveram a sorte de terem um temperamento
alegre, que nas formas mais extremas é chamado de hipertimia. Felizes apesar
das decepções da vida, enérgicas e produtivas, elas geralmente causam inveja
em todos que as conhecem.

Primeiramente, é bom saber o "termômetro do humor", psiquiatramente falando (O humor é como a temperatura do corpo: não deve atingir limites extremos):

10. MANIA
Muito presente na Doença Bipolar do Humor, é o bom humor exagerado que é acompanhado por tagarelice, megalomania, tendência a ter delírios de grandeza (se achar com poderes, que pode tudo), dorme muito pouco, agitado, extremamente irritável, agressivo e possui "coragem extrema para fazer coisas extremas", o que torna o convívio social insuportável. É um comportamento patológico.

8. HIPOMANIA
Uma forma mais leve de mania, em que a euforia é menor. Quem tem hipomania é otimista demais e tende a querer desafiar os outros; podem rir exageramente sem controle, além disso, a maioria dos sintomas da Mania está presente, entretando, em menor intensidade.

7. HIPERTIMIA
É a hipomania em menor intensidade. O Indivíduo é alegre e agitado, com muita disposição, fala bastante, ri e sorri muito e com facilidade, além de comunicativo e simpático. Em geral, seu comportamento não causa prejuízos.

5 Neutro
O humor de uma pessoa saudável. O humor saudável varia muito durante os dias, mas sempre entre as fronteiras da hipertimia e da hipotimia, ou seja, a pessoa geralmente pode estar triste em um dia e alegre em outro, entretanto, o saudável nunca varia entre a felicidade extrema (mania) e a tristeza extrema (depressão) - típico sintoma bipolar.

Hipotimia
Lembra-se daquele cara que se vestia de preto e curtia um som melancólico? O hipotímico não sente tanto prazer nas coisas, mas fica confortável na sua "tristeza". É o oposto do hipertímico. Logo, ele não sofre de mania, hipomania, hipertimia, nem um humor neutro mas sim uma mistura entre o neutro e o distímico.

DISTIMIA
É uma depressão leve. O distímico costuma ser rabugento, irritável e pessimista. Não gosta de quase nada, vê a maioria das coisas na escuridão, não gostam muito de sorrir, afastam amigos e pretendentes. É mal-humorado, ora trata bem, ora trata mal. Pode ocasionalmente ser confundido com doença bipolar (tipo depressivo).

DEPRESSÃO
É a tristeza profunda e o oposto da mania. Um deprimido não sente prazer com nada, não sente mais prazer para trabalhar, estudar, sair, conversar, pois não vêem mais motivos já que a tristeza é extrema. Se irrita facilmente e é totalmente apático e anedônico. O isolamente social é extremamente marcante e as idéias suicidas são freqüentes. O pessimismo toma conta de tudo.

_________________


Por A. Friedman, do "The New York Times"

No ano passado a mulher havia perdido seu marido - por câncer - e, depois,
seu trabalho. Mas ela não veio para meu consultório como paciente; procurava
conselhos sobre seu filho adolescente que tinha problemas em lidar com a
morte do pai.
Apesar da grande perda e do estresse, ela não estava nada deprimida -
triste, sim, mas ainda otimista. Fiquei impressionado com sua vitalidade: o
que fazia com que ela tivesse a habilidade de derrotar o sofrimento com
aquele otimismo? Então, perguntei diretamente a ela.
Ela era extrovertida e alegre, cheia de energia e entusiasmo, era sociável e sempre rindo mesmo de coisas bobas.
Como essa mulher, uma jornalista que eu conheço descobriu, quando era adolescente, que era diferente de outras pessoas. "É, na verdade, meio
embaraçoso estar tão alegre e feliz toda hora", disse.

Essas duas mulheres tiveram a sorte de terem um temperamento alegre, que nas formas mais extremas é chamado de hipertimia. Felizes apesar das
decepções da vida, enérgicas e produtivas, elas geralmente causam inveja em todos que as conhecem, afinal, riam até da tristeza.

De certa forma, elas são a imagem psiquiátrica contrária à das pessoas que sofrem de uma suave depressão crônica, que pode durar a vida toda, chamada distimia, que afeta cerca de 3% dos adultos norte-americanos. Sempre infelizes, os atingidos pela distimia não têm muito prazer e batalham, durante a vida, contra um pessimismo persistente.

Reclamação por ser feliz?
Mas a hipertimia certamente não parece ser uma doença; não há nenhuma desvantagem aparente em ser eufórico, com exceção, talvez, de
ser a inspiração de ocasionais impulsos homicidas de amigos invejosos. Mas sabe-se muito pouco sobre as pessoas com hipertimia, pela simples razão de que elas não vão a psiquiatras reclamar de que são felizes.

Cerca de 90% dos pacientes de distimia passam por episódios de depressão mais severa em algum ponto em suas vidas. Estarão as pessoas com hipertimia sob risco de desordens no humor, também?

Se a hipertimia tiver qualquer parentesco com alguma doença psiquiátrica, será a desordem de personalidade borderline ou, mais obviamente, a desordem bipolar. Os pacientes que sofrem desses problema vivem numa
montanha-russa de depressões e picos maníacos. Mas, ao contrário da hipertimia, a mania é um estado instável de euforia, irritabilidade e,
constantemente, psicose, que causa morbidez profunda e problemas no funcionamento do corpo.

Alguns pesquisadores acreditam que os pacientes de hipertimia podem ter um maior risco de depressão ou hipomania, uma leve variação da mania.

A ciência moderna nomeou os neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina, e tentou conectá-los aos estados mentais anormais.
A depressão, por exemplo, seria resultante de um déficit funcional de serotonina ou norepinefrina no cérebro.

Mas um probleminha com essa teoria é que os antidepressivos aumentam os níveis
desses neurotransmissores em dias, mas os efeitos clínicos levam várias
semanas. Se a teoria fosse correta, a depressão deveria ser aliviada com alguns dias de tratamento, não semanas. Portanto, é óbvio perceber que não se pode generalizar, afinal, conclui-se que existem basicamente dois tipos de depressão:
- a depressão (origem interna), a doença propriamente dita, com causa "física": os neurotransmissores desregulados. Essa depressão, obviamente, responde e rapidamente aos antidepressivos e a pessoa, assim, volta ao seu estado de saúde mental normal.
- depressão emocional, com causa externa emocional cuja característica típica é a que não responde ao tratamento com medicamentos e, freqüentemente, a pessoa precisa de acompanhamento psicológico. Quem geralmente tem esse tipo de depressão, quando toma antidepressivo, não vê muitos benefícios acontecerem, ou frequentemente, não vê nada ter mudado.

Ainda assim, muitas pessoas com distimia têm boa resposta a antidepressivos e sentem sua infelicidade acabando em algumas semanas. Se um estado de depressão permanente, como a distimia, pode ser apagado, em alguns casos,
com remédios, seria possível fazer com que um paciente ficasse mais do que bom, digamos, com hipertimia?

Os humanos com certeza fizeram vários experimentos com diferentes drogas
recreativas com esse propósito durante a história, sem muito sucesso. A cocaína, por exemplo, produz uma euforia instantânea em questão de minutos e intensa ao encher o cérebro de dopamina. Na verdade, o prazer induzido por todas essas drogas acaba mais cedo ou mais
tarde por causa dos mecanismos homeostáticos do próprio cérebro.

E os medicamentos psicotrópicos?
Em resumo, nenhuma droga - recreativa ou de prescrição - chega perto de
criar a euforia estável das pessoas com hipertimia. É fácil notar, então, que uma pessoa hipertímica que, por questões bioquímicas do cérebro, adquiriu depressão, após tomar antidepressivo, voltará a ser hipertímica. Ou seja, se pessoa ficou alegre e risonha após tomar o antidepressivo, isso significa que o temperamento normal dela sempre foi hipertímico, alegre, risonho e simpático, pois, afinal, os antidepressivos não mudam o temperamento real da pessoa, apenas faz este voltar a como era antes.
Antidepressivos, é claro, diferentemente das drogas recreativas, não causam dependência e
mantêm seus benefícios com o passar do tempo, além disso, são remédios que possuem variadas o formas benéficas não somente no humor e, num estudo já feito, parece comprovado que a longevidade de quem toma antidepressivo é maior.

Então, se algumas pessoas nascem felizes e continuam felizes sem razão
aparente, isso significa que a felicidade não é nada mais do que uma boa combinação de neurotransmissores?
Em alguns casos sim, em outros não.
O que se deve ressaltar é que não se pode generalizar, afinal, o esquema é que muitas pessoas podem nascer com uma "boa combinação de neurotransmissores", mas por conta de fatores externos, o cérebro pode-se abalar e aí se desregular. Como também acontecer o contrário, a depressão emocional não ter causa bioquímica e, sim, apenas depender da resolução de conflitos externos.

Obviamente, além da bioquímica dos neurotransmissores, circunstâncias e experiências contam muito, e ser feliz exige trabalho. Mas as pessoas com hipertimia têm uma caminho
mais fácil: elas tiveram sorte e podem ter a felicidade embutida.










fonte: presidencia.blogspot

Esperu ki tenham gostadu.. bjao!!

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27 anos, solteiro(a)
São Paulo / SP

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